A minha própria experiência e a conclusão

As minhas próprias vivências puseram-me em contacto com pessoas em vários caminhos da vida. Muitas partilharam comigo as suas lutas e êxitos pessoais.

 

 

Através dos anos de envolvimento com elas, fiz anotações mentais sobre os possíveis caminhos para a felicidade.

Além do envolvimento profissional, há ainda a minha busca pessoal da felicidade. Guardo nítidas lembranças dos meus próprios êxitos e fracassos. Há alguns becos sem saída que parecem atraentes mas não levam a lugar algum. Há montanhas para escalar, a passo, um atrás do outro. Há armadilhas nas quais caímos com facilidade

Quando me ocorrem todas estas lembranças, convenço-me de que a felicidade está ao alcance de todos. O único problema é que, se tentarmos alcançá-la pelo lado de fora, estaremos na direção errada, A felicidade é, e sempre foi, um trabalho interior.

Esta é outra conclusão importante: a felicidade é também um subproduto – o resultado de um outro tipo de ação. Como uma borboleta arisca, a felicidade não pode ser perseguida diretamente.

Todas as tentativas nesse sentido estão condenadas ao fracasso. Quase tudo o mais se pode procurar e adquirir de maneira direta: alimento, abrigo, saber. O mesmo não acontece com a felicidade, que se alcança através de outros caminhos.

Mas, que outros caminhos são estes?

Depois de muita reflexão sobre as minhas próprias experiências, convenci-me de que esses outros caminhos podem ser condensados em dez tarefas ou práticas de vida. Talvez outras pessoas discordem ou façam acréscimos à lista das dez práticas que estou propondo. Sinta-se livre para isso. De qualquer maneira, estes são os requisitos que acredito serem necessários para alcançarmos a verdadeira felicidade. A explicação de cada um será o conteúdo deste livro. Através destas páginas, trago-lhe, leitor, a minha amizade. Espero que pegue no livro com mãos gentis e o leia com abertura de espírito.

 

Uma palavra Final

Os caminhos da felicidade são práticas de vida.

Não são coisas simples que possam ser feitas de uma só vez e para sempre. Não é como colocar moedas numa máquina da felicidade e ganhar, de repente, o prémio máximo! Isso seria como vender um produto falsificado. Seria como um impostor que prometesse felicidade instantânea.

A vida é um processo gradual de crescimento, só pouco a pouco podemos praticar os nossos exercícios. O caminho da felicidade é uma ponte que se atravessa devagar, não uma curva fechada que se faz de uma só vez.

Já que a felicidade é um subproduto, quanto mais praticarmos os dez exercícios de vida, mais próximos estaremos da satisfação pessoal e da paz interior. Quanto mais buscarmos a nossa felicidade dentro de nós mesmos e não nas coisas e pessoas, mais experimentaremos um sentido de direção e significado nas nossas vidas.

Lembre-se, não é uma questão de “tudo ou nada”, mas de “cada vez mais”.

Viver é crescer, e o crescimento é sempre gradual.

A palavra latina beatus significa, “feliz”. A beatitude é um desafio e uma realização. Ela oferece (indiretamente) a verdadeira felicidade a quem assume o desafio e consegue vencê-lo pouco a pouco.

Estas são as minhas “beatitudes”.

 

 Fonte: Retirado do livro- “Felicidade: um trabalho interior” de Jonh Powell, sj

 

Postado e composto por: Isabel Pato