Alguém já disse, por graça, que a coisa mais sábia que uma criança pode fazer é escolher adequadamente os seus pais. Uma autoaceitação tranquila tem as raízes mais profundas na infância.

Nós, seres humanos, somos semelhantes aos computadores. Tudo o que já vimos, ouvimos ouvivenciámos permanece arquivado para semprena nossa mente. O cérebro humano médio pesa apenas um quilo e meio. Dizem os neurologistas, no entanto, que se fôssemos construir um computadorque pudesse armazenar a mesma quantidadede mensagens do cérebro humano, este precisaria ter dez andares de altura e cobriria o estado do Texas. Rudolf Dreikurs, psiquiatra adleriano, acredita que o importante não é o que nos foi dito, mas aquilo que escutámos (captámos).

E o problema é que nem sempre escutamos ou captamos coisas positivas, que nos façam sentirpessoas válidas, com potencial para nos tornarmosseres humanos plenos.

E o problema é que nem sempre escutamos ou captamos coisas positivas, que nos façam sentir pessoas válidas, com potencial para nos tornarmos seres humanos plenos.

Uma professora de uma escola montessoriana contou-me uma história que não chegou a surpreender-me. A escola envia uma ficha de matrícula aos pais de alunos candidatos à escola.

Uma das perguntas é: “Há algo que devemos saber sobre o seu filho antes de as aulas começarem?”

Alguns deles costumam responder: “O nosso filho é maravilhoso. Vão gostar muito dele. Ea professora acrescentou: «Aprendemos a esperar um excelente desempenho desses alunos. Sãoautoconfiantes, afirmativos e parece que gostam de si mesmos. Por outro lado, muitos pais escrevemque os seus filhos são agitados, têm birraspor tudo e por nada. A professora terminou o relato com tristeza: “Eles manifestam assuas insegurançascomo foi previsto. Acabam por se tornarem naquilo que os seus pais tinham previsto.

É importante saber que podemos reformular as fitas gravadas pelos nossos pais. Como adultos, podemos “gravar por cima, das mensagens negativas. É claro que vamos querer manter asque são saudáveis e positivas. A mente humana é como um jardim. Se quisermos flores, teremos de arrancar as ervas daninhas. Podemos começar este processo fazendo uma lista das mensagens que nos transmitiram, dividindo-as em duas categorias: de um lado, as positivas e saudáveis;de outro, as negativas e não-saudáveis. Devemos também fazer uma lista das nossas qualidades e talentos pessoais, para que as flores possam aparecer. O que nos torna mais conscientes dos nossos dons e dos nossos pontos positivos. A beleza, pouco a pouco, toma o lugar das dificuldades que nos limitam.

Do livro: “Felicidade: um trabalho interior” de Jonh Powel

Postado por Isabel Pato

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