Precisamos de nos aceitar como somos!

Temos a tendência de nos agarrarmos às coisas, inclusive às ideias.

Temos relutância em abandonar algumas delas como o conceito que temos a nosso respeito. Ainda assim, abandonar algumas ideias antigas é essencial para o nosso crescimento.

Preciso de aprender a livrar-me da imagem estática que tenho de mim mesmo. Se quero crescer, preciso de me desenvencilhar do meu passado. Preciso de compreender que sou uma pessoa única no meio de um processo – sempre aprendendo, mudando, crescendo.

A única coisa realmente importante é quem sou eu agora. Não sou a pessoa que fui no passado. Não sou ainda a pessoa que serei no futuro.

Acima de tudo, preciso de saber que sou quem devo ser, e que tenho todo o potencial para fazer o que for necessário da minha vida!

 

Auto aceitação

Os sinais da auto aceitação

Antes de mais nada, a auto aceitação implica satisfação e alegria por sei quem sou. Estar apenas conformado por ser eu mesmo é uma aceitação do tipo «podia ser pior”, nada animador.

Se me quiser tornar uma pessoa feliz, preciso de aprender a ser feliz por ser quem sou. Mas esta não é uma questão simples. Todos nós temos um nível mental “inconsciente”, um esconderijo onde enterramos coisas com as quais não queremos defrontar-nos ou conviver: A triste verdade é que não conseguimos realmente enterrá-las. Elas continuam a influenciar-nos, sem percebermos que interferem nos nossos pensamentos, palavras e ações.

Assim, não é fácil confrontar-me com estas questões: “Será que me aceito realmente?” “Gosto de ser quem sou?” “ Encontro significado e satisfação em ser quem sou?”. Não se pode confiar inteiramente nas respostas que surgem de maneira fácil e rápida. Contudo, há sinais, fiáveis, ou sintomas da verdade.

Esses sinais de auto aceitação tornam-se aparentes no meu dia-a-dia. Gostaria de mencionar aqui dez sinais que me parecem visíveis naqueles que se aceitam de verdade como são, com alegria.

 

 

 As pessoas que se aceitam são pessoas felizes.

Pode parecer estranho, mas o primeiro sinal da verdadeira auto aceitação e a própria felicidade – como um círculo vicioso.

As pessoas que gostam, de verdade, de ser quem são estão sempre em boa companhia. Estão com alguém de quem gostam vinte e quatro horas por dia. Nos bons ou maus momentos,aquela pessoa agradável e familiarestá sempre lá. Poucas coisas as deixam infelizes.

Se os outros forem críticos ou hostis, aqueles que realmente se amam vão acreditarque houve um problema de comunicação.

Se não for este o caso, há ainda a possibilidade de a pessoa crítica ou hostil ter um problema pessoal. Vão sentir pesar, e não raiva da pessoa.

As pessoas que se aceitam vão ao encontro das outras com facilidade. 

Quanto mais nos aceitamos como somos, mais esperamos que os outros gostem de nós também. Antecipandoa sua aceitação, vamos gostar de estar com outras pessoas. Vamos entrar numa sala cheia de estranhos de maneira confiante, sem dificuldade de nos apresentarmos a elas.

Vamos considerar-nos como um presente oferecido através da nossa abertura, e consideraros outros como presentes que temos a receber, gentilmente e com gratidão. No entanto,se nos amarmos de verdade, vamos também desfrutar os momentos de solidão.

Para aquele que se aceita com alegria, estar sozinho é um momento de grande paz. Para aquele que não se aceita, estar sozinho pode significar uma dolorosa solidão; a experiência de estar só é um vazio que precisa de ser preenchido com distrações – um jornal,um café, um rádio a tocar baixinho.

As pessoas que se aceitam estão sempre prontas a receber amor e elogios

 Se me aceitar de verdade e gostar de ser eu mesmo, acharei natural que os outros também me amem. Serei capaz de receber o seu amorcom gratidão. Não direi para mim, secretamente: “se me conhecesse de verdade, não gostaria de mim.” Também serei capaz deaceitar e assimilar comentários favoráveis eelogios. Sentir-me-ei confortável com esses cumprimentos, sem desconfiar dos motivos pelos quais alguém me cumprimenta: “Que quer dizer com isto? ou “Que quer de mim?”.

Nem direi a mim mesmo: “É claro que ele não está a falar sério!”

As pessoas que se aceitam são autênticas

Se me aceitar como sou, serei capaz de uma autenticidade que surge apenas da auto aceitação genuína. Por outras palavras, preciso de me aceitar para poder ser eu mesmo,para poder ser autêntico. Quando me sentir magoado, poderei expressar a minha tristeza sem reservas. Quando amar e admirar outra pessoa, poderei ser honesto e aberto para partilhar com ela o meu amor e a minha admiração. Não me preocuparei com a possibilidade de ser mal compreendido ou mal interpretado, nem com a reciprocidade dos sentimentos da outra pessoa. Enfim, estarei livre para ser eu mesmo.

Esta autenticidade significa que não terei de carregar comigo uma coleção de máscaras,como se fosse uma bagagem permanente.

Terei que enfrentar este fato com honestidade: não tenho de agradar a ninguém,só tenho de ser eu mesmo. Cada um alcança aquilo que vê. Este sou eu, uma pessoa única entre todas, um original feito por Deus.

(continua…)

Do livro: Felicidade: um trabalho interior

Postado por: Isabel Pato