A aparência física é provavelmente o primeiro aspeto, e também aquele em torno do qual são feitos mais frequentemente comentários e comparações.

Como consequência, torna-se para muitos de nós um sério obstáculo à autoaceitação.

Muitos psicólogos acreditam que a aparência física é o fator mais importante para a autoestima da pessoa. 

Quase todos gostariam de mudar pelo menos um ponto do seu aspeto físico. Gostaríamos de ser mais altos ou mais baixos, de ter mais cabelo ou um nariz mais pequeno. Li uma vez, um teste de autoestima que pedia ao leitor para ficar de pé em frente de um espelho de corpo inteiro. Eram estas as instruções: «Vire-se de todos os lados, examinando a sua aparência com um olho crítico. Veja-se então ao espelho e pergunte: “gosto de ter o corpo que tenho?”

Às vezes, mesmo pessoas bonitas não gostam da sua aparência. 

Preciso de perguntar como é que a minha aparência afeta a minha autoestima. Qualquer coisa que não seja uma resposta honesta é um péssimo começo.

A maioria dos cirurgiões plásticos afirma que a correção de uma anormalidade física é sempre seguida por uma mudança psicológica no paciente.

A pessoa de boa aparência torna-se mais comunicativa, mais feliz e confiante. 

Disse-me, um dia, um ortopedista que pede às suas clientes mais velhas que usem maquilhagem e cuidem do cabelo, e que faz também sugestões semelhantes aos clientes do sexo masculino. Diz ele que se surpreende ao perceber como as melhoras na aparência levantam o ânimo dos pacientes.

 

Outro aspeto da autoaceitação do corpo refere-se à saúde. Nem sempre as pessoas fortes têm um físico saudável. Por razões genéticas ou outras, muitos de nos temos de viver com algum incomodo físico – problemas com a visão ou nos pulmões, nos intestinos ou no estômago, problemas de pele, epilepsia ou diabetes. 

Temos de ter a coragem de perguntar nos como estas limitações físicas afetam nossa autoaceitação.

Também aqui o único ponto de partida construtivo é a total honestidade. Só a verdade pode libertar-nos. 

Retirado do livro: Felicidade: um trabalho interior, de Jonh Powell,sj

Postado por Isabel Pato