Qualquer pessoa que tenha o hábito de falar em público, sabe como é importante pedir à audiência que elabore as ideias apresentadas.O mesmo se aplica à palavra escrita. Deve solicitar-se ao leitor que faça alguma coisa para elaborar as ideias apresentadas. Palavras escritas ou faladas que apenas passam por nós, não se tornam parte da nossa vida. Só quando trabalhamos com as ideias e as comparamos com a nossa própria experiência, nós as tornamos parte da nossa vida.

Quando isto acontece, nos mudamos. E é por isso que, no final de cada prática apresentada neste livro, se incluem sugestões para que o leitor possa elaborar as suas ideias. Estes exercícios vão estimular mais motivações e mudanças do que as palavras que o leitor leu. E uma atividade que lhe vai trazer um novo entusiasmo. Tente fazer os exercícios seguintes:

 

Escreva sobre a sua auto-percepção.

 

Tente perceber quais os aspetos mais difíceis de aceitar:

o seu corpo,
a sua mente,
as suas falhas,
os seus sentimentos e emoções,
a sua personalidade.

Sente-se e reflita. Explore os seus espaços interiores.

Tente descrever o que acha mais difícil de aceitar em si mesmo – e porquê.

Que diria a alguém que tivesse um problema de autoaceitação como o seu?

 

Faça a fantasia da cadeira vazia.

Sente-se num lugar tranquilo, de preferência sozinho.

Escolha uma posição confortável e feche os olhos.

Tente descontrair-se inspirando profundamente, sem fazer força. Expire completamente. Esvazie os pulmões de modo a preenchê-los com um suprimento de oxigénio fresco na próxima inalação.

Enquanto respira, tente imaginar a rede completa de músculos do seu corpo. Veja os seus nervos e músculos tão esticados como tiras de borracha.

Imagine então que eles vão afrouxando, relaxando. Sinta-se como se entrasse lentamente numa onda de paz e tranquilidade.

Agora imagine uma cadeira vazia à sua frente, a uns três metros de distância, com todos os pormenores.

Qual e o formato da cadeira? E a cor? Tem ar de confortável? Tem almofadas? Foque-a com nitidez. Imagine agora alguém que conhece muito bem – pode ser um colega de escola, de trabalho, uma pessoa da família. Imagine essa pessoa a entrar em cena, sentando-se na cadeira e olhando para si. Será que ela se sente confortável com a sua presença? Ao devolver-lhe o olhar, torne-se consciente pouco a pouco da sensação que experimenta perante ela. Lembre-se das suas experiências com essa pessoa, os sentimentos que ela lhe evoca, os julgamentos que você faz a seu respeito – tudo isto dará forma à sua sensação. Depois de a sentir com bastante clareza, escolha alguma coisa para lhe dizer. Que gostaria de lhe comunicar ou perguntar? Seja o que for, diga-lho e veja-a levantando-se e saindo.

Faça o mesmo com uma segunda pessoa que você conheça muito bem. Torne-se consciente da maneira como ela olha para si e da sua sensação diante dela, diferente daquela que experimentou com a primeira pessoa. Quando a sua sensação ficar bem clara, diga-lhe alguma coisa. Depois, veja-a levantando-se e indo embora também.A terceira pessoa a entrar em cena é você.

Veja a sua própria imagem sentada na cadeira, olhando para você. Veja a expressão do seu rosto.

Pouco a pouco, torne-se consciente da sensação que a sua própria imagem lhe provoca. Sinta como gosta ou não gosta de si e porquê. Observe os pormenores da sua imagem expressões fisionómicas, postura corporal. Diga qualquer coisa que tenha no coração guardada para você. Observe-se levantando-se da cadeira devagar e saindo.

Agora abra os seus olhos. Escreva as suas reações diante de sua própria pessoa. Como captou a sua imagem? Gostou dela? Escolheria esta pessoa como sua amiga? Sentiu pesar ou satisfação com ela? Como ela lhe pareceu – cansada ou cheia de energia? Gostou da sua aparência?

Que lhe disse? Registe por escrito as coisas mais importantes.

 

Faça duas listas.

 

Faça, primeiro uma lista de todos os seus dons e capacidades – qualidades especiais, atributos físicos, talentos, etc. Este será um exercício permanente. À medida que for descobrindo novas qualidades, acrescente-as à lista.

E depois, faça uma lista das limitações e falhas que mais o incomodam. Esta lista tem em casa, uma função de limpeza. A verdadeira autoaceitação deve começar com uma avaliação honesta.

Não precisamos de negar as nossas limitações, nem ficar desencorajados com elas. Não celebramos as nossas dificuldades nem nos congratulamos com as nossas neuroses, mas a verdadeira autoaceitação significa acolher algumas verdades dolorosas a nosso respeito. Somos todos seres humanos limitados. Se não aceitarmos esta verdade, estaremos num mundo de ilusão e fantasia. Só aceitando e encarando de frente as nossas limitações, seremos capazes de ver com clareza a direção do nosso desenvolvimento e crescimento no futuro.

Seria interessante mostrar as duas listas a um amigo e confidente. Tendo feito esse inventário dos seus pontos fortes e fracos, você estará pronto para começar «o primeiro dia do resto da sua vida».

Será o começo de uma autoestima verdadeira e de uma celebração eterna da pessoa única que você é!

Lembre-se:

Cada um de nos é um original criado por Deus. Não há copias – papel químico em nenhum lugar.Jonh Powel – “Felicidade: um trabalho interior”

Postado por Isabel Pato