Os vencedores infelizes

Encontram-se por toda a parte e são os melhores clientes da psiquiatria, os vencedores insatisfeitos.

São homens e mulheres de todas as origens, que por esforço e mérito, atingiram os melhores lugares, tanto no público como no privado. Com carreiras brilhantes, eram os melhores, segundo os padrões oficiais exigidos. Sua vida é repleta de vitórias e conquistas; são os gloriosos vencedores. O perfil perfeito vendido pelas universidades de todo o mundo aos nossos filhos.

Mas se estiveres atento, reparas que o “homem de Sucesso”, os gloriosos vencedores, que te vendem na escola para te formatarem ao devastador conceito de “normal”; transformam-se chatos rezingões.

Porquê?

Fizeram sempre o que lhes foi exigido pelo sistema. Comportaram-se como “ normais”, e agora sentem-se enganados pelo regime. Seus sonhos foram gorados.

São DONOS das suas próprias prisões. Prisões como sucesso e poder encarceram os seus detentores, que acabam inevitavelmente por procuram ajuda nos consultórios psiquiátricos, encharcados de ansiolíticos e psicóticos.

Tornaram-se eles próprios reféns das suas próprias pressões para superarem colegas, amigos e familiares. Escravos de objetivos e pressões financeiras. Dependentes dos julgamentos de terceiros. Agarrados a ilusões de poder e liberdade de decidir, tornam-se prisioneiros do regime que os julga e condena.

Os vencedores sentem-se enganados, estão triste e infelizes. Perderam a identidade são peças gastas de uma máquina em decomposição. Acabam num asilo qualquer; uma espécie de armazém de sucata.

Como é possível tal crueldade?

Veja-se: Através do “Conceito de Normal”, induzimos nossas crianças a uma espécie de hipnose. Inserimo-las em grupos e rejeitam-se todos que não contenham os padrões exigidos. É um processo seletivo em que os mais beneficiados são os que melhor conseguirem viver dentro dos padrões exigidos. Cada grupo entra em seu túnel de formatação contruído de culpa e medo. Esse túnel que inicialmente é bem largo, sem limites visíveis, vai se estreitando a cada passo do trajeto acabando numa passagem bem estreita chamada “canudo”.

Os sonhos de criança são amputados uns atrás dos outros, consoante se ganha conhecimento do que nos é esperado para atingir o tão cobiçado “canudo”.

Chegou a hora de libertar o amor e a criatividade latente em cada homem mulher e criança deste planeta. No próximo artigo mostro para que serve esse tal “Canudo”.

António Shiva

O Poder do Pensamento!

O Poder do Pensamento!

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Os pensamentos são imagens mentais que controlam a vida e determinam o futuro. “ Tens sempre razão… tanto quando dizes que podes, como quando dizes que não podes” – «Maria Luísa Teixeira “Cesteira velha”»

 

 

Embora esta frase seja muitas vezes imputada a “Henry Ford”, eu ouvi-a muitas vezes em meados do século passado de uma grande mulher transmontana, que muito me ensinou, apesar de ter origens muito humildes e de ter ficado viúva com 3 filhos aos 25 anos e um em gestação, numa isolada aldeia do Alto Douro.

Essa Mulher ,com tanto de humilde como de obstinada e altruísta, foi o meu maior exemplo de que

“Tudo é possível aquele que acredita”

como ensinou Jesus.

Aprendeu a ler e a escrever Português sem nunca ter entrado numa escola. Como não existia escola na aldeia, cedeu a sua própria casa, para que as crianças não fossem impedidas de aprender, pelas longas distâncias que tinham que percorrer a pé em invernos cruéis por caminhos hostis e perigosos. Muito teria para dizer desta grade mulher com menos de metro e meio.

Mas uma das primeiras lições foi mesmo essa.

“Tens sempre razão meu menino” – era assim que me tratava – “Tanto quando dizes que podes, como quando dizes que não”.

Assim reza a Bíblia: «Como o homem acredita assim ele é.»

 

  • Quando é que nos conectamos com pensamentos destrutivos e criamos uma vida de dificuldades?

  • Sempre que se nega uma situação ou um acontecimento, conectamo-nos com uma fonte de energia destrutiva.

Pensamentos são imagens mentais que nos controlam e limitam o futuro.

Todos os pensamentos são imagens mentais que projetamos para o subconsciente como diretiva – uma ordem para ser sempre cumprida.

  • Por isso, quando por ingratidão, estupidez ou ego-esclerose não confiamos na vida, em seu fluxo e processo, fazemo-nos de vítimas, criamos – preocupação, ansiedade, medo, pessimismo, incerteza e ideias negativas- enfim somos invadidos por pensamentos obsessivos.

É hora de nos responsabilizar, focarmo-nos em sonhos e objetivos e acessar assim a pensamentos que nos levam para a realização em vez de autodestruição.

O Segredo é libertar-se da Ego-esclerose, o mais mesquinho de todos os nossos males. A causa de todo o mal, pobreza, ansiedade, Stress, miséria.

– Como fazê-lo?

A Ciência Moderna, através da dupla fenda, e os espiritualistas explicam isso de uma forma simples. Uns “ Todas as possibilidades estão no mesmo lugar” outros que “existem duas grandes fontes emissoras a transmitirem pensamentos distintos: “a Força da Luz e a Força das Trevas”.

A Ego- esclerose (estado de negação) conecta-se com as forças das trevas (pensamentos negativos).

A aceitação (confiança na vida) conecta com a luz, pensamento de poder criativo – a vida simplesmente flui para a frente e para cima.

A Ego-esclerose toma o comando das forças mentais, e pensamentos negativos e egocêntricos controlam a consciência, dando origem e poder a todos os medos e dúvidas.

  • Chegou a hora de decidir! Ser responsável! De Escolher!

  • O segredo é confiar na vida em seu fluxo e processo.

Liberte-se de vez. Decida! Você pode continuar como está ou mudar…

Pare de mentir a si mesmo.

COM DESCULPAS COMO ESTAS:

“Eu nunca vou conseguir dinheiro”, “Meu marido não vai gostar”, “Eu tenho uma esposa e quatro filhos para sustentar”, “Eu sempre fui um estudante indolente”, “Eu não tenho autodisciplina”, “Meus filhos precisam de mim”. Etc. etc. etc.

Sejam qual for a situação, você está a usá-la como desculpa..,

Saiba que não está sozinho!

Contacte: apoio@solucaoperfeita.com

A acusação é como o alcoolismo

Acusação

Nos últimos dez anos da minha vida, acho que aprendi mais com a Associação dos Alcoólatras Anonimos do que com qualquer outra fonte.

 

 

 

Não sou um alcoólatra, e considero-me uma pessoa de sorte por o não ser.

De certa forma, participo da experiência sem ter que pagar um alto preço por isso. Uma das coisas que aprendi é que os dependentes de álcool ou das drogas não amadurecem enquanto continuarem a beber ou a drogar-se.

Estar em contacto com a realidade é condição indispensável para o crescimento. Quando o álcool ou as drogas afastam a pessoa da realidade, ela já não consegue perceber as coisas como realmente são e fica estacionada em determinado ponto do seu desenvolvimento.

Um de meus alunos, que foi alcoolatra durante cinco ou seis anos até parar de beber, disse-me que era como se não tivesse passado pela adolescência.

Teve de “juntar os pedaços» para novamente começar a crescer depois do período em que viveu no nevoeiro alcoolico.

O mesmo acontece com o acusador.

Quando se recusa a assumir a responsabilidade pela sua vida e as suas reacções, cria uma barreira que o separa da realidade. Essa barreira é feita de projecção e racionalização, e funciona como o nevoeiro das defesas do ego. lludir-se e enganar-se tornam-se válvulas de escape.

O acusador, como o alcoolatra, não consegue crescer, pois constroi o seu mundo todo de névoa. Tanto um como o outro só se sentem em paz quando se fecham nesse mundo. Os acusadores criam um mundo de explicações falsas para factos verdadeiros; procuram a paz atirando para outras pessoas a responsabilidade das suas vidas e da sua felicidade.

Isto aplica-se a todos?

O que estamos a dizer sobre a responsabilidade total aplica-se a todos os seres humanos, mas em diferentes níveis.

Quando crianças, somos como argila macia, prontos para sermos modelados. Nascemos com uma ” fita virgem”, dentro de nós, que começa a ser gravada na infância. Aprendemos a maior parte das nossas perceções e reações emocionais através da influência dos adultos à nossa volta. No mínimo, as interpretações que fazemos da realidade são aprendidas com esses adultos.

Do mesmo modo que as crianças precisam de liberdade pouco a pouco até saberem pensar e escolher por si mesmas, também nós precisamos de aprender a assumir pouco a pouco a total responsabilidade pela nossa vida e a nossa felicidade.

Esta é uma parte importante do processo de crescimento e desenvolvimento.

Sabemos o que aconteceria se os pais insistissem em tomar todas as decisões pelos seus filhos até que completassem vinte e um anos de idade. O resultado seria as pessoas atingirem a maioridade inteiramente imaturas.

Sabemos também o que aconteceria se as crianças aprendessem, através de exemplos, a delegar a responsabilidade das suas vidas a outras pessoas.

Permaneceriam crianças por toda a vida. Portanto, responsabilidade total é responsabilidade adulta; deve ser ensinada às crianças desde muito cedo e assumida gradualmente à medida que elas crescem.

A penalidade para quem se recusa a assumi-la é ficar preso a uma infância eterna.

Tenho tentado praticar o que prego. Umas vezes, sou bem sucedido; outras vezes, falho. No entanto, tenho-me esforçado por assumir total responsabilidade pela minha vida e pela minha felicidade.

Mencionei anteriormente o cartaz que leio todas as manhãs no meu espelho:

EIS A PESSOA RESPONSAVEL PELA SUA FELICIDADE !

A vida é um processo permanente. Estamos todos a participar numa viagem em direcção à plenitude da vida. Fomos feitos para apreciar esta viagem. Estou certo de que as duas bases desta caminhada são os dois pontos apresentados aqui:

  • (1) uma auto-aceitação total – a valorização da nossa pessoa como um ser único, e
  • (2) a disposíção para assumirmos totalmente a responsabilidade de todos os passos (inclusive os maus) que damos ao longo do caminho.

Jonh Powel – “Felicidade: um trabalho interior”

Postado e adaptado por Isabel Pato

 

Autor versus Acusador

Autor versus Acusador

Autores versus acusadores

Ao tentar explicar os nossos comportamentos e emoções, temos apenas duas opções:

  • Ou somos os donos, das nossas reacções
  • ou culpamos alguém ou alguma coisa por elas.

Só que esta não é uma escolha simples, sem consequências.

Enquanto a minha honestidade me coloca no caminho da maturidade, a minha racionalização afasta-me da realidade. Se me considero autor das minhas acções e assumo a responsabilidade pelas minhas emoções e comportamentos, conheço-me melhor e sou capaz de crescer. Se explico as minhas ações e sentimentos atribuindo a responsabilidade a outras pessoas ou situações, nunca chego a conhecer o meu verdadeiro «eu». Vou retardar o meu crescimento pessoal enquanto não conseguir a reconhecer a minha responsabilidade.

Lembre-se: o crescimento começa onde as acusações terminam.

Observe como as pessoas reagem de modos diferentes à mesma pessoa ou situação. Examine, por exemplo, o caso de uma pessoa grosseira e agressiva. Podemos ter-lhe raiva e descobrir que outra pessoa sente pena dela. Tudo depende da percepção pessoal. Se a vejo como deliberadamente má, a minha resposta emocional pode ser de raiva ou ressentimento. O meu comportamento diante dela pode ser de sarcasmo. Mas, se a vejo como carente ou infeliz, a minha reacção será provavelmente de compaixão.

Quando revemos as nossas percepções e atitudes habituais, reformulamos também as nossas respostas emocionais. É importante lembrar que a perceção está sempre no núcleo de cada emoção. E esta perceção que lhe vai determinar a natureza e a intensidade. É  provável que muitas das minhas emoções sejam saudáveis e construtivas. Contudo, se os meus padrões emocionais são destrutivos e me afastam das pessoas, é importante examinar melhor as percepções ou atitudes com as quais escrevo o roteiro da minha vida.

lsto é certamente uma parte da minha responsabilidade total.

Jonh Powel – “Felicidade: um trabalho interior”

Postado e adaptado por Isabel Pato

A responsabilidade total e as nossas emoções

Responsabilidade pelas emoções

Vamos abordar agora um assunto mais difícil: assumir a responsabilidade total pelas nossas emoções e sentimentos.

Muitas vezes, crescemos com o mito de que não somos responsáveis pelos nossos sentimentos.

lsto pode ser verdade para as fases de bebé e de criança.

Não tínhamos ainda um adulto dentro de nós que seleccionasse mensagens e emoções. Num certo sentido, estávamos a mercê dos adultos que nos cercavam.

Mas isto já não vale para a nossa fase adulta.

Temos ainda emoções que explodem súbita e espontaneamente em nós. No entanto, como adultos responsáveis, podemos experimentá-las livremente e, então, decidir como vamos expressá-las de modo construtivo e maduro. Talvez possamos, mais tarde, e num momento de reflexão, descobrir as raízes dos nossos sentimentos.

Porque reagi deste modo?

Por definição, uma emoção é uma percepção que se expressa através de uma reacção física. E por ser a emoção uma percepção e uma consequente reacção física àquela percepção, não poderíamos ter emoções se não tivéssemos mentes e corpos.

Por exemplo: se eu me apercebo de si como meu amigo, sinto uma reacção física agradável e relaxada diante de si. A nível emocional, fico feliz ao vê-lo.

Mas, se vejo em si um inimigo, a minha reacção será de luta ou de fuga. Os meus músculos ficarão tensos e o meu coração, acelerado. Sentirei medo de si e do que possa estar a planear, a dizer ou a fazer a meu respeito.

Embora esta reacção emocional não esteja sob o meu controle, sei que ela é causada por algo em mim:

-a percepção que tenho de si.

Esta percepção pode estar bem ou mal. Pode estar contaminada por outras experiências, mas, é, com certeza, algo em mim que provoca esta resposta emocional. O que se ilustra facilmente com uma situação da sala de aula. Formulo esta questão com frequência aos meus alunos: imaginem que um de vos sai no meio da aula, aborrecido comigo e expressando insatisfação com a minha capacidade de ensinar. Como acham que eu me sentiria?

No geral, os meus alunos são rápidos a responder:

«Ficaria revoltado. Diria ao aluno que sabe o nome dele e que lhe pediria o número de registo”.

Outro discorda:

“Não, ficaria magoado. Esforça-se muito para ser bom professor e ficaria triste pelos seus esforços terem sido em vão”

Um terceiro dá outra opinião:

“Acho que se sentiria culpado. Pediria ao aluno que voltasse e lhe desse outra hipotese. E poderia até tentar desculpar-se».

Quase sempre aparece alguém que dá uma resposta compadecida:

“Ficaria com pena do aluno. Pensaria que tem, sem dúvida, outros problemas que o trazem preocupado”.

No final da discussão, foram dadas dez ou onze sugestões sobre a minha possível resposta emocional á situação. (Suponho, secretamente, que cada um deles projecta em mim a sua propria reacção emocional).

De qualquer modo, digo-lhes que poderia reagir de qualquer uma das maneiras sugeridas. E acrescento enfaticamente:

“Prestem bastante atenção a isto: há realmente muitas respostas que eu poderia dar nesta situação. Não estou certo de qual delas escolheria. Mas uma coisa é certa: a minha reacção emocional seria causada por alguma coisa dentro de mim e não pelo aluno que saiu.”

Ele pode apenas estimular uma reacção. Algo em mim vai determinar a reacção emocional exacta ao estímulo. O que penso sobre a minha pessoa, o meu desempenho como professor, a importância que dou à matéria que estou a apresentar – todos estes factores dentro de mim vão determinar a minha exacta reacção emocional. Devo assumir total responsabilidãde por ela. E a isto que chamo aceitar a responsabilidade pelas minhas emoções. Muitas das minhas respostas emocionais são boas. Outras tendem a ser auto-destrutivas. Assim, quando reflicto sobre a minha reacção emocional a determinada situação, saio em busca da percepção a partir da qual tudo começou. Posso questionar, ampliar ou mesmo alterar essa percepção. Talvez deva reformular alguma coisa. Numa situação de embaraço, por exemplo, a outra pessoa pode estar apenas a ser simpática, sem pensar em me deixar constrangido. Talvez eu me assuma como uma pessoa inferior, e, em vez de admitir isso, tente esconder esse sentimento através da minha arrogância. De uma coisa estou certo: se eu questionar e até mudar a minha percepção, a minha resposta emocional também mudará.

Jonh Powel – “Felicidade: um trabalho interior”

Postado e adaptado por Isabel Pato