Aceito eu os meus sentimentos e emoções?

Experimentamos flutuações de humor naturais no nosso dia-a-dia. Sentimo-nos “em cima” e, num momento, ficamos “em baixo”. 

No entanto, alguns sentimentos são banidos da consciência pela nossa programação precoce. Por exemplo: sempre tive dificuldades em admitir o meu medo, pois o meu pai insistia em que “um homem não tem medo de ninguém nem de nada”. Algumas pessoas reprimem todo e qualquer sentimento de ciúme ou de auto-satisfação. Alguém lhes ensinou que tais sentimentos não são permitidos. Um sentimento válido, mas que é condenado universalmente, é o de ter pena de si mesmo. Já ouvimos ou fizemos a acusação: “O que você tem é pena de si mesmo!”

Lidamos com as emoções de acordo com o que pensamos sobre elas. Devemos, por isso, perguntar-nos se há emoções em nos que impeçam a nossa auto-aceitação.

 Posso sentir medo, mágoa, raiva, ciúme, ressentimento, satisfação ou pena de mim mesmo sem me condenar e criticar por isso?

Há sentimentos que eu gostaria de esconder, esperando que desaparecessem?

Aceito eu a minha personalidade?

Sem entrar em pormenores, posso dizer que há vários tipos de personalidade. 

Estes são determinados em parte pela genética, em parte por uma programação precoce. Claro que dentro de cada tipo de personalidade há indivíduos saudáveis e não-saudáveis. Apesar de haver sempre espaço para o crescimento, há também um tipo básico entranhado dentro de cada pessoa. Algumas são extrovertidas, outras introvertidas. Algumas já nascem líderes, outras são engraçadas, outras nem sabem ler uma piada. Algumas são duras, outras sensíveis. Mas cada uma e única, diferente de todas as outras. As nossas qualidades distinguem-nos e as nossas limitações definem-nos. Até onde conheço a minha personalidade e sou feliz por ser quem sou? Sinto atracão ou rejeição pela pessoa que sou?

 

Para compreender melhor a minha personalidade, posso fazer uma lista de cinco qualidades que me definem: quieto, simples, diplomático, engraçado, falador, emotivo, solidário, solitário, alegre, preocupado e assim por diante. Depois, posso pedir a um amigo, íntimo e muito honesto, para fazer também uma lista das qualidades que melhor me descrevem, que captam a minha personalidade.

Colocar as duas listas lado a lado pode ser um ponto de partida. A minha personalidade expressa-se através das minhas ações.

Gosto do que vejo, ou estou dececionado comigo mesmo?

Gostaria de mudar a minha personalidade de um modo radical ou estou satisfeito com a minha maneira de ser?

Escolheria alguém como eu para ser meu amigo íntimo?

Do livro: “Felicidade: um trabalho interior” de Jonh Powel

Postado por Isabel Pato